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Grande empresa é bom filão para prestador de serviços 


Número de pequenas empresas que prestam serviço às maiores cresceu 34%, com destaque para terceirização. Sucesso depende de capacitação

Prestar serviços para outras empresas, de médio e grande portes, pode garantir boas oportunidades às micro e pequenas, principalmente com o avanço da tendência de terceirização.

Segundo dados do Sebrae-SP e pesquisas do IBGE, o segmento de serviços prestados a empresas foi o que mais cresceu no país dentro do setor de serviços em geral, com um aumento de 33% na abertura de novos estabelecimentos entre 2000 e 2004.

No Estado de São Paulo, a expansão foi de 34% no mesmo período, com destaque para muitos serviços que geralmente são terceirizados, como os de telemarketing, assessoria, gestão e consultoria, entregas, contabilidade e informática, entre outros.

De olho na oportunidade

"Cada vez mais as grandes empresas terceirizam atividades secundárias, como segurança, limpeza/manutenção, alimentação, informática. Mas, para estarem aptas a conquistar esses clientes, as pequenas precisam se preparar e se capacitar", diz o economista do Sebrae-SP, Pedro Gonçalves.

O diretor da Confirp Consultoria, Delso Viana, ensina que além de buscar qualificação para não perder oportunidades, as empresas menores devem estar alertas para reduzir os riscos ao trabalhar com as grandes. "Há pré-requisitos básicos a cumprir, como ser empresa formalizada e com empregados regulares; estar em dia com contas e tributos, ter boa estrutura e boa apresentação comercial", ressalta.

O principal cuidado, por parte do prestador de serviços, diz Viana, é saber como formar o preço do seu serviço ou produto. "A empresa maior estará procurando qualidade e redução de custos e, muitas vezes, buscará impor suas condições.

Se o pequeno não souber dimensionar muito bem seus custos, para formar um preço final adequado, corre o risco de ter prejuízos para cumprir os contratos e até arranhar a imagem da empresa", ressalta.

Atenção aos contratos

Ter muita atenção ao avaliar os contratos também é fundamental. "Muitas vezes, empenhada em conseguir um contrato de valor alto, a pequena empresa se descuida das condições estabelecidas, como prazos de pagamento inadequados ao seu fluxo de caixa. Também é comum que o cliente estabeleça condições abusivas ou leoninas, como cláusulas de exclusividade ou multas em determinadas situações, o que pode complicar a vida do fornecedor", diz Viana.

Sandra Fiorentini, consultora jurídica do Sebrae-SP, lembra que as interessadas em fornecer para grandes empresas devem fazer todo um planejamento prévio, inclusive tributário, para ter bons resultados.

Condições para fornecer para as grandes

Venda de componentes ajuda a aquecer faturamento no ABC

Bom resultado exige cautela com os custos


Fonte: Diário de São Paulo - (Caderno Negócios - O Espaço do Empreendedor - Apoio Sebrae-SP)
Autora: Sandra Motta

Data de Publicação: 2/4/2007 

  

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