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Força de Vontade: Recurso Fundamental para os Empreendimentos


O comportamento empreendedor vem sendo objeto de estudo desde muito tempo e dentre os vários fatores pessoais existentes está a força de vontade, que se manifesta em comprometimento, perseverança, motivação, liderança, estabelecimento de relações e paixão por resultados. É essa energia, esse espírito empreendedor que leva o indivíduo a superar as dificuldades que surgem pelo caminho, desde a concepção da idéia, planejamento, implementação até o gerenciamento do empreendimento.

Assim como o capital financeiro, a força de vontade pode ser entendida também como um recurso necessário para viabilizar empreendimentos. Sem ela a primeira dificuldade pode ser intransponível. Com ela, os recursos financeiros disponíveis podem ser potencializados.

Partindo do princípio de que quem empreende é aquele que realiza propósitos ou visões, a vontade é a mola propulsora da realização. Ela fornece energia para todas as etapas de criação de um negócio e é fundamental na fase de planejamento, na qual a atividade de busca de informações é fundamental e exige do empreendedor tempo, paciência e desejo de aprender.

É o momento de se investir tempo e energia, para depois investir capital, se for o caso.

Isso porque nessa fase deve ser destacada a importância da compreensão do mercado, com o objetivo da identificação de oportunidades de negócio que, na maioria das vezes, estão associadas com as necessidades das pessoas ou empresas. O empreendedor pode também criar oportunidades, através de propostas de produtos e serviços diferenciados e que, com o tempo, passarão a ser adotados pelo público.

Portanto, procurar responder às perguntas: Quem irá comprar meu produto ou serviço? Porquê?,
é o primeiro passo no sentido de entender as oportunidades. A busca por essas respostas significa obter informações, fazer visitas e indagações e deve levar o tempo que for necessário para a clareza do potencial comercial da futura empresa.

Depois disso, mais questões importantes surgem: Quantos clientes existem? O que preciso fazer para atendê-los? Como fazer negócio com eles?

Em outras palavras estamos falando da potencial escala de vendas, da estrutura necessária à montagem de um negócio coerente com as expectativas dos clientes e das formas de atraí-los.

O próximo passo é verificar se o mercado potencial é suficiente para remunerar o investimento feito, pagar as despesas e ainda gerar lucro. E mais, fazer alguns exercícios para ver em quanto tempo isso acontecerá e se as próprias expectativas pessoais do empreendedor foram atendidas.

Mais reflexões, pesquisa e cálculos são necessários.

Tudo isso com muito senso de realidade e com simulações otimistas e também pessimistas, para que o empreendedor possa estar preparado para enfrentar situações adversas.

Com todas essas informações e experiências adquiridas, é possível tomar uma decisão mais consciente sobre realizar ou não o investimento. Assim, se a opção for para o início da empresa, começa uma etapa de transformação da visão inicial em realidade, com maiores chances de dar certo.

Realizar esse processo depende da força de vontade e somente ocorrerá se o empreendedor estiver realmente motivado e determinado a realizar seus propósitos.

Se estiver, o início já é bastante promissor.

 

Renato Fonseca de Andrade
Consultor - Sebrae-SP

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