Saiba calcular o preço de venda do seu produto

Saiba calcular o preço de venda do seu produto

É comum encontrar empresários, iniciantes e experientes, com dificuldades para estabelecer o quanto cobrar pelos produtos ou serviços. Muitos alegam que não conseguem lucro e têm dívidas com bancos e fornecedores. Então, como encontrar o preço adequado? “É recomendável que além da matemática o empresário leve em conta também o preço da concorrência e a percepção do cliente em relação ao seu produto, ou seja, quanto ele estaria disposto a pagar”, afirma o consultor do Sebrae-SP, Wagner Pereira Viana.

Porém, o principal problema para o empreendedor é ter de lidar com os números. Por falta de afinidade com a matemática ou desconhecimento de métodos corretos de cálculo, os empresários acabam praticando os mesmos preços dos concorrentes, colocando valores que não cobrem todos os seus custos e despesas. “O preço de venda ideal é aquele que cobre os custos, as despesas fixas e variáveis e ainda gera lucro”, explica Viana.

A primeira tarefa para calcular o preço de venda é identificar o que é custo e despesa. Custos são valores gastos diretamente na aquisição, elaboração do produto e realização de serviços. Despesas são gastos na comercialização de produtos e serviços e na administração das atividades empresariais.

As despesas se dividem em variáveis e fixas. As do primeiro grupo muda de acordo com o volume de vendas ou serviços prestados, como comissões, fretes e impostos envolvidos no faturamento ao cliente. O segundo grupo não altera, como aluguel, conta de água e telefone e material de escritório.

“Dentro do preço de venda devem estar incluídas uma parcela para cobrir o custo, as despesas variáveis e fixas e ainda sobrar uma quantia de lucro”, diz Viana.  

“É importante destacar que o cálculo do preço de venda por meio deste método resulta no valor mínimo a ser cobrado, é apenas um ponto de partida para que o empresário encontre o melhor valor, por isso, alguns produtos ou serviços poderão ter um lucro maior. Após o cálculo o empresário deve fazer as análises necessárias e tomar a decisão em relação a quanto cobrar”, explica Viana.

Minena Pessoa Pagliacci, dona de papelaria há 12 anos no bairro do Tremembé, passou por dificuldades para precificar suas mercadorias. “Eu era muito nova quando comecei a loja com meus pais. Depois de um tempo eles foram a deixando de lado e eu assumi o comando sozinha. À época eu olhava para o produto e colocava o preço pelo que eu achava que ele valia”, lembra.

A empresária não tinha dívidas, mas também não conseguia obter lucro. Após fazer consultorias financeiras e assistir a palestras do Sebrae-SP passou a controlar melhor as finanças. “Quando eu colocava um preço não me preocupava com gasolina, pró-labore, descontos da máquina de cartão e com 13º salário. A partir do apoio do Sebrae eu me atentei para o fato de que isso tudo é importante, e hoje vejo tudo de uma maneira mais ampla”, conta.

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